segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Amor que se Consome

Aii, que fofo 


 Que se acabem os dias
em noites
como aquela,
Para Giulia.

Eu amo como se o mundo acabasse
Em nada
Nada este que se esfarela no ar
Como poeira cósmica
Que a si mesmo rabisca-se
Por toda essa folha enxovalhada
Folha em branco
Por toda essa preguiçosa vida

Eu amo como se o hoje se afogasse
Neste mar de melancolia
Mar de ócio que flui pelo corpo
Como encorporação remota de nadas e algos
Como uma conivência perpétua de egos
Que jaz no infinito enclausurado

Eu amo como se o ontem consumisse
O ledice em seu torpor
Como sussurros eufóricos que nadam no silêncio
Por que meu arauto é mudo?
Quantas mágoas faz
Desde que você não fala consigo mesma, Giulia?

Eu amo como se a imensidão afundasse
Imaculada, mas morta
Sepultada num universo reduzido
Como num âmago, um pouco quase nada
Mas com sede ferrenha de ser
Eclipsado o mundo e plúmbeo; Eu vejo você

Eu amo como se eu não existisse
Mais em mim
Minha alma agora aludida foge-se
Louca... Para onde vais?
Vais abraçar o Nada divagado
Que esse Tudo me incinera e já não serve...

Eu amo como se eu não mais me tivesse
Sentido
Como se a ofuscante noite emburacada
Enterrasse a poesia, Giulia
Sem ti ela ou eu... morrem num pulso
Por si só termino

Estou acabado em não sei
Eu amo
Como me consumo


Tomaz Civatti

sábado, 28 de agosto de 2010

Carta ao Amor Vago / Égide Fracionada


Oii meus queridos leitores. Tudo bom com vocês??

Entãaao... Eu falei com o queridíssimo Tomaz Civatti sobre nós fazermos uma parceria. Ai ele aceitou, ebbaaa foi muuuito legal da parte dele. Agora eu promoverei ele e ele me promoverá. Então eu vou postar às vezes algumas coisas dele e ele algumas minhas.
Bom, é isso! Espero que vocês gostem porque eu
amei adorei!!
Beeeeeijos

Literaturando o Mundo
 - O blog dele.




Carta ao
Amor Vago


 " Todo dia antes de dormir olho a lua. Vejo-a plúmbea e penso. Penso que sua luz voluptuosa reflete meu desejo e levá-o até você. Junto vai o pensamento. Junto vai o desejo de poder, de efetivo, amar. A sinfonia branda das constelações do desejo fazem-me querer-te. Lindas fagulhas que me incitam arrastam-se e escrevem-te meu nome, pena que não vês. Pena, esta, que diariamente me faz sofrer. Quando tudo que eu queria era sobrepujar o universo, unir os continentes emocionais de nós dois, expulsando as correntes marítimas que nos separam. A melodia da vida, agora, está no seu olhar. Seu ritmo nos teus passos. A beleza em tuas nuanças. Queria apenas perspassar o limite da minha utopia imaginária. Queria não ter que nos criar no berço da noite assistindo ao dia tornar-se lua. Queria não ter de projetar-nos a dar-nos sorrisos mútuos e a dançar pelas flutuantes areias da maresia deste oceano de prazeres. Queria não ter de forjar teus confortantes braços a envolver-me, um abrigo de euforia. Queria não ter de pedir a Lua que sussurrasse através do vento meus amores por ti. Queria que fosse certo como é em meu profundo imaginar. Queria congelar o tempo no momento em que olhares para mim e sorrires, este momento será o que minha alma preencherá-se da sublime cândura da tua. Queria que virasse nada o Mundo. Parasse a Vida só para que pudesse te ver, assim, eterna, etérea. Queria que parasse a noite em que nossos olhares cruzaram e que nunca mais um alvor houvesse, apenas incessantes crepúsculos. Assim poderia viver sob a proteção da dúvida. Já que agora, quando antes de dormir olho a lua, apenas me resguardo à ficção. Pois já sei que é impossível transcender seu coração.

Ao meu Amor Vago,

Giulia Di Bouvié

Égide Fracionada
Esconder-te sob a égide
Do anônimo; é visceral,
Facilidade invejável
Covardia deplorável
Mas amorosamente
Reconhecível

Quando, de fato,
Sublime domina

O viver coloquial
Desacostumado ilude-se
Ama amar o seu amor
Ama senti-lo teu sabor
Ama ouvir-lhe teu toque
Ama ver-te em tua voz
Sua essência escorre
Por teus ombros suntuosos
Formosa, airosamente
Magna.


O discorrer existencial de ti
Me subverte as vertentes
Avassala meu refrator reflexo
Ignora o sentido amplo
Quebra a dor solidão
Cria a utópica paixão
Queria eu poder amar-te
Flor do campo do sonhar
Florícula ascende o desejo-mor
Saboreá-la por completo
Quero ver teu mal
teu bem, teu médio, mediano-modal
Quero ver-te como és
De fato
Multi-gustativamente
Ambígua; Multi-angular
Metáfora; Multi-facetada
Paradoxal; Multi-odoramente
Controversa; Multi-amante
Unica, unicamente precisa
És a unica que pode
Salvar-me de inexistir

Quero proteger-me sob teu escudo
Sob tua Égide Fracionada.

Tomaz Civatti

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Amo o Nada

Estou amando, mas
Não estou.
Me trás para perto
E me expulsa
Essa dor latente
Que me mutila
É um bate-bate
Que tranquiliza
E não vem só daqui
Vem dum outro
Não sei onde é
Mas o tempo todo
Sussurra ao meu
Coração bobo

Vem que te vejo
Está atrás de mim
Ao lado, defronte
Só não o vejo
Mas meu bate-bate
Acelera quando surge
Quando etéreo se confunde
Quando chega e se esvai
E vai embora...
Não vá...
Não vai, Amor.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Furtos Floriculturais

Ao bosque belo trauteio
Corro, corro pelo campo de centeio
Roubando da branda primavera
Muitas flores. Me observa
levo-as ao meu amor
Pois amá-lo eu vou
Com meu aroma floral
E esse beijo de mar
Até quando o outono chegar.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Amor aos Versos

Oiii!
Meu nome é Giulia.
E eu sou apaixonada pela poesia e pela vida.
Sei que não sou boa poetisa, mas a prática leva a perfeição né????
Espero que vocês gostem do meu poeminha e de mim, é claro.
Hihihihi






Amor aos Versos

Quero atirar em mim
Meu próprio amor
Arranquem de mim
Meu coração, por favor.
Deixe apenas em mim
O sentido de meu viver
Deixem em mim apenas
Esse amor que me faz ser

Sem mais me ter em mim
Quero que usem de meu sangue
Manchem minhas páginas
E escrevam amor com o próprio
Quando eu mesma fugir de mim
Estarei livre dessa voz
ressoante que me impede de amar
- Não quero parar!
Quero amar um passante a passar
Voltarei a meu próprio coração
Que por mim mesma arrancado foi
E de pincel o usarei
E em pinceladas no mundo escreverei
Sou por toda Amor em Versos
E no controverso darei
Meu amor aos versos.


Giulia di Bouvié