sábado, 28 de agosto de 2010

Carta ao Amor Vago / Égide Fracionada


Oii meus queridos leitores. Tudo bom com vocês??

Entãaao... Eu falei com o queridíssimo Tomaz Civatti sobre nós fazermos uma parceria. Ai ele aceitou, ebbaaa foi muuuito legal da parte dele. Agora eu promoverei ele e ele me promoverá. Então eu vou postar às vezes algumas coisas dele e ele algumas minhas.
Bom, é isso! Espero que vocês gostem porque eu
amei adorei!!
Beeeeeijos

Literaturando o Mundo
 - O blog dele.




Carta ao
Amor Vago


 " Todo dia antes de dormir olho a lua. Vejo-a plúmbea e penso. Penso que sua luz voluptuosa reflete meu desejo e levá-o até você. Junto vai o pensamento. Junto vai o desejo de poder, de efetivo, amar. A sinfonia branda das constelações do desejo fazem-me querer-te. Lindas fagulhas que me incitam arrastam-se e escrevem-te meu nome, pena que não vês. Pena, esta, que diariamente me faz sofrer. Quando tudo que eu queria era sobrepujar o universo, unir os continentes emocionais de nós dois, expulsando as correntes marítimas que nos separam. A melodia da vida, agora, está no seu olhar. Seu ritmo nos teus passos. A beleza em tuas nuanças. Queria apenas perspassar o limite da minha utopia imaginária. Queria não ter que nos criar no berço da noite assistindo ao dia tornar-se lua. Queria não ter de projetar-nos a dar-nos sorrisos mútuos e a dançar pelas flutuantes areias da maresia deste oceano de prazeres. Queria não ter de forjar teus confortantes braços a envolver-me, um abrigo de euforia. Queria não ter de pedir a Lua que sussurrasse através do vento meus amores por ti. Queria que fosse certo como é em meu profundo imaginar. Queria congelar o tempo no momento em que olhares para mim e sorrires, este momento será o que minha alma preencherá-se da sublime cândura da tua. Queria que virasse nada o Mundo. Parasse a Vida só para que pudesse te ver, assim, eterna, etérea. Queria que parasse a noite em que nossos olhares cruzaram e que nunca mais um alvor houvesse, apenas incessantes crepúsculos. Assim poderia viver sob a proteção da dúvida. Já que agora, quando antes de dormir olho a lua, apenas me resguardo à ficção. Pois já sei que é impossível transcender seu coração.

Ao meu Amor Vago,

Giulia Di Bouvié

Égide Fracionada
Esconder-te sob a égide
Do anônimo; é visceral,
Facilidade invejável
Covardia deplorável
Mas amorosamente
Reconhecível

Quando, de fato,
Sublime domina

O viver coloquial
Desacostumado ilude-se
Ama amar o seu amor
Ama senti-lo teu sabor
Ama ouvir-lhe teu toque
Ama ver-te em tua voz
Sua essência escorre
Por teus ombros suntuosos
Formosa, airosamente
Magna.


O discorrer existencial de ti
Me subverte as vertentes
Avassala meu refrator reflexo
Ignora o sentido amplo
Quebra a dor solidão
Cria a utópica paixão
Queria eu poder amar-te
Flor do campo do sonhar
Florícula ascende o desejo-mor
Saboreá-la por completo
Quero ver teu mal
teu bem, teu médio, mediano-modal
Quero ver-te como és
De fato
Multi-gustativamente
Ambígua; Multi-angular
Metáfora; Multi-facetada
Paradoxal; Multi-odoramente
Controversa; Multi-amante
Unica, unicamente precisa
És a unica que pode
Salvar-me de inexistir

Quero proteger-me sob teu escudo
Sob tua Égide Fracionada.

Tomaz Civatti

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Amo o Nada

Estou amando, mas
Não estou.
Me trás para perto
E me expulsa
Essa dor latente
Que me mutila
É um bate-bate
Que tranquiliza
E não vem só daqui
Vem dum outro
Não sei onde é
Mas o tempo todo
Sussurra ao meu
Coração bobo

Vem que te vejo
Está atrás de mim
Ao lado, defronte
Só não o vejo
Mas meu bate-bate
Acelera quando surge
Quando etéreo se confunde
Quando chega e se esvai
E vai embora...
Não vá...
Não vai, Amor.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Furtos Floriculturais

Ao bosque belo trauteio
Corro, corro pelo campo de centeio
Roubando da branda primavera
Muitas flores. Me observa
levo-as ao meu amor
Pois amá-lo eu vou
Com meu aroma floral
E esse beijo de mar
Até quando o outono chegar.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Amor aos Versos

Oiii!
Meu nome é Giulia.
E eu sou apaixonada pela poesia e pela vida.
Sei que não sou boa poetisa, mas a prática leva a perfeição né????
Espero que vocês gostem do meu poeminha e de mim, é claro.
Hihihihi






Amor aos Versos

Quero atirar em mim
Meu próprio amor
Arranquem de mim
Meu coração, por favor.
Deixe apenas em mim
O sentido de meu viver
Deixem em mim apenas
Esse amor que me faz ser

Sem mais me ter em mim
Quero que usem de meu sangue
Manchem minhas páginas
E escrevam amor com o próprio
Quando eu mesma fugir de mim
Estarei livre dessa voz
ressoante que me impede de amar
- Não quero parar!
Quero amar um passante a passar
Voltarei a meu próprio coração
Que por mim mesma arrancado foi
E de pincel o usarei
E em pinceladas no mundo escreverei
Sou por toda Amor em Versos
E no controverso darei
Meu amor aos versos.


Giulia di Bouvié